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domingo, 7 de agosto de 2016

Centro de mesa / Floreira - Weiss

A publicação de hoje é uma brincadeira de adivinhação com os leitores do Do Tempo do Guaraná de Rolha!


Existe um motivo para eu ter escolhido esta peça para ser mostrada neste mês de agosto.
E a foto acima, apesar de não mostrar os detalhes da peça, fornece uma bela dica da resposta.

Vamos ver se vocês conseguem descobrir qual a ligação que eu quero fazer?

A peça pode ser usada como um centro de mesa, uma floreira ou até como uma fruteira.


São 38,0 cm de comprimento, 16,0 cm de largura e 17,0 cm de altura.
Uma peça grande!
O que não é de se estranhar, uma vez que é um Weiss.

Uma peça totalmente assimétrica, uso de muitas linhas curvas que, como já falei anteriormente em outra publicação, lembram as curvas da arquitetura de Oscar Niemeyer. Talvez uma influência no design da Weiss no final da década de 1950, início da década de 1960.


Também temos o fato da Weiss ter usado formatos e decoração étnica em algumas produções.
Esse centro de mesa nos lembra uma peça oriental, laqueada, com motivos florais.

As flores são espíritos santos.
Um espírito santo em cada uma das pontas da peça.



As folhas estão pintadas no exterior e também no interior.


E no fundo da peça, a marca Weiss juntamente com sua famosa numeração.



Então, Conseguiram descobrir o porquê da publicação de hoje ser esse centro de mesa com um formato tão inusitado?

Aqui vai mais uma foto na posição que é a dica da resposta:


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Pois bem, acertou quem disse que o motivo são as Olimpíadas 2016 do Rio de Janeiro!


Tenho esse centro de mesa já há muito tempo, e quando divulgaram, há alguns anos, o símbolo das Olimpíadas do Rio de janeiro pensei comigo, "Ë o meu centro de mesa Weiss!!".

Vocês podem imaginar quanto tempo faz que essa publicação estava na minha cabeça, prontinha para ser lançada aqui no blog!

Enfim, chegou o dia!

E com ele, a esperança de que esses Jogos Olímpicos possam deixar para o Brasil não só uma nova infra-estrutura para a cidade do Rio de Janeiro com arenas, linha de metrô, boulevard, etc., mas também, que deixem uma nova consciência de respeito ao próximo, respeito ao ambiente em que vivemos/trabalhamos, cidadania, comprometimento com o futuro e um pouco mais de educação (sim, no sentido de gentileza!) para todos nós brasileiros.

Coisas simples mas que muitos de nós esquecemos que existem...

O próximo mês é mês de aniversário, e a publicação será especial!

Não percam!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Rosarinho - Esberard Rio

Sim! O padrão Rosarinho foi produzido, no Brasil, Pela Esberard Rio!

A confirmação está nessa tigela cor vinho.


Eis a marca Esberard gravada no interior:


Em maio eu já havia mostrado aqui no blog um prato Carnival Glass Rosarinho onde eu fazia uma comparação com o catálogo da Vallérysthal & Porieux.

E aqui estão as duas peças juntas.



Pena que a tigela, mesmo com uma cor linda, não seja Carnival Glass...

Faria um par perfeito com o prato...


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Vallérysthal & Portieux, Marinha Grande e Radeberg. Inspirações para Carnival Glass do Brasil

Uma atualização foi feita na publicação onde eu fazia uma comparação entre peças produzidas no Brasil com catálogos da Vallérysthal & Portieux.

Novas descobertas foram feitas por Glen e Stephen Thistlewood.

Não deixe de ler! Vale a pena!

Para acessar a publicação, basta clicar aqui!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Aparelho de jantar Weiss - Folha de couve

Na semana passada eu andei vendo as novidades publicadas nos blogs que eu acompanho, e acabei tendo uma surpresa muito boa ao ver meu blog mencionado pela Maria Paula em seu blog As Coisas De Que Eu Gosto, blog muito interessante que vale uma visita, principalmente para que gosta da louça fabricada lá do outro lado do Atlântico, em Portugal.

Foi então que eu me dei conta que fazia tempo que eu não publicava nada sobre louça.

E aconteceu que acabei me entusiasmando e resolvi publicar um aparelho de jantar manufaturado pela Weiss.

Já publiquei alguns aparelhos que quem não viu, vale a pena dar uma olhada; Schimdt / Rio do TestoSteatitaPolovi / Germer e um para servir peixe e frutos do mar da Inter American.

E agora, chegou a hora do meu "Folha de Couve" da Weiss, onde sei que alguns irão torcer o nariz, mas acreditem é um jogo bem diferente e que chama a atenção, inclusive já cheguei a ver peças Folha de Couve serem usadas em programas culinários, portanto, um jogo que está na moda!

Não comprei esse aparelho de uma única vez.
Fui juntando as peças aos poucos.
Alguns pratos de um vendedor, outros de outro vendedor, a molheira de outro, e assim por diante.
Mas acabei formando um jogo completo.

Por serem muitas peças, optei por mostrar somente algumas nas fotos de abertura:



São doze pratos fundos com 23,5 cm de diâmetro; doze pratos rasos com 25,0 cm de diâmetro 12 pratos de sobremesa com 20,0 cm de diâmetro.



Quatro travessas sendo que a menor tem 25,5 cm por 17,0 cm, e a maior (pasmem), possui 50,0 cm por 30,5 cm!

A pessoa de quem comprei essa travessa grande dizia que era uma "travessa de banquete"!

Desconfio que exista uma quinta travessa que encaixa entre as duas maiores das fotos.
Mas não cheguei a procura-la.
Creio que quatro já sejam suficientes!



Também tenho a saladeira com 29,0 cm de diâmetro.



Duas peças charmosas, uma farinheira e uma molheira, ambas com seus respectivos pratinhos de apoio.






E a mais imponente de todas, a sopeira que possui capacidade para quase 2,5 litros!



O charme da sopeira fica por conta da colher/concha!
Peça muito difícil de encontrar em um jogo Folha de Couve, visto a facilidade de quebrá-la.



A sopeira possui, com a tampa, 20,0 cm de altura por 27,0 cm de diâmetro, já o prato de apoio possui 34,5 cm de diâmetro.

São peças grandes!


Faiança produzida pela Weiss na época em que ela já apresentava dificuldades, e é perceptível ao tato que a qualidade da faiança não é das melhores.

Portanto são peças frágeis que devem ser manuseadas com um pouco mais de cuidado.


Aqui em casa, gostamos de usá-las principalmente para servir aquela bela feijoada com couve refogadinha e uma farofinha bem crocante e apimentada!


Faz sucesso!

Um grande abraço para todos, até a próxima!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Esquilos, saguis e tucanos

Hoje eu resolvi deixar as antiguidades, os vidros, o Carnival Glass um pouco de lado e decidi falar, e mostrar, um pouco o porquê eu gosto tanto de morar em Curitiba.

Não sou natural dessa cidade, sou nascido em São Paulo, no bairro do Ipiranga, e até meu 24 anos minha vida, meu trabalho, meus amigos estavam situados na zona leste de São Paulo e também, talvez muito mais, no ABC Paulista.

Quando vim para Curitiba, há pouco mais de 20 anos, me apaixonei por essa cidade.

E continuo apaixonado!

Até o momento, não me vejo morando em outro lugar que não seja aqui.

Nessa cidade, construí minha vida.

Tive o privilégio de ter uma casa próxima ao centro da cidade, algo em torno de 3 quilômetros, em uma região cercada por muito verde.

Minha casa faz fundos com uma centenária chácara que é patrimônio de Curitiba e possui uma área de mata nativa muito bem preservada com araucárias, nascentes de água e muitos animais silvestres.

E são esses animaizinhos que eu quero mostrar.

Como eu tenho um pomar nos fundos de casa com árvores como abacateiro, goiaba, amora, caqui, pecã, jabuticaba, pêssego, pitanga, figo, maçã, entre outras tantas, esses bichinhos acabam vindo se alimentar aqui em casa e por consequência acabam se adaptando ao nosso convívio.

É o caso da Nina, esse esquilinho que aqui em Curitiba  é chamado de serelepe.



Já faz algum tempo que ela vive aqui em casa, e para ter uma ideia do quanto ela confia em nós, eu tenho uma jabuticabeira no jardim da frente de casa que quando está produzindo ela sai da toca entre 9h30 e 10h00 (sim, ela não acorda antes das 9h30) e pula do pé de araçá para a pitangueira, da pitangueira para a quaresmeira e da quaresmeira ela desse até o chão e vai caminhando pelo cimento até chegar na jabuticabeira.

Nessa época de produção da jabuticabeira, nesse horário, eu tenho que deixar meus filhotes Sharona e Encardido separados para não correr o risco de eles pegarem a Dona Nina.

No final desse verão ela apareceu com um namorado e com um filhote, só que como ela é a dona do pedaço, o filhote cresceu, e junto com o pai acabaram indo embora.



Mais abusados que a Nina são Pêto e Pêta, um casal de saguis, que também já há algum tempo, frequentam meu pomar.

Pêto:


E Pêta com dois filhotinhos nas costas:


E os filhotes já crescidos:


Uma coisa engraçada sobre a família é que eles chegam de manhã, normalmente no horário que eu estou  tomando café, eu dou uma banana para eles, e os pais deixam os filhotes aqui em casa enquanto saem para "dar umas voltinhas".

Os dois pequeninos se divertem pulando de árvore em árvore, fazendo peraltices, mas sempre prestam atenção quando começo a falar com eles.

Ou seja, virei babá de macaquinhos...

Ontem, eu comecei a escutar o som de uns pássaros diferentes. Som que nunca havia escutado antes.

Fiquei atento, e qual não foi minha surpresa quando hoje presenciei essa cena:


Um bando de tucanos no meu quintal!

São quatro ou cinco tucanos, lindos, lindos, lindos!


E o que eles fazem aqui em casa?

Estão devorando meus abacates!


Eu achando que esse ano eu ia comer abacate do pé!
Já não bastasse a Nina que derrubou vários abacates enquanto eles eram pequenos... agora os tucanos...


Para falar a verdade, tem muita fruta aqui em casa que eu só cheguei a experimentar quando eu tirei elas do pé enquanto ainda estavam verdes.

Pássaros e outros animais tem prioridade com os caquis, figos, goiabas...

Eles merecem!

Durante o dia de hoje eu pensei por muitas vezes se eu deveria ou não escrever essa publicação.
Achei que poderia parecer um tanto quanto exibicionismo da minha parte.

Mas depois, cheguei à conclusão de que não era.

Muito pelo contrário, a ideia é mostrar que podemos sim ter qualidade de vida, mesmo morando em uma grande cidade.

E que, mais do que isso, quando respeitamos a natureza, ela nos agradece e devolve com belezas de encher os olhos e com esse sentimento de certeza de que viver é muito bom!

Um grande abraço para todos, até a próxima!

sábado, 18 de junho de 2016

Outro erro no cenário da novela Êta Mundo Bom

Uma coisa é certa, alguém dentro da novela Êta Mundo Bom, da Rede Globo, gosta muito de Carnival Glass.
Isso é muito bom!
Um pouco mais de divulgação faz com que as pessoas tenham um pouco mais de interesse em conhecer um pouco mais sobre essas peças.
Porém, essa pessoa precisa tomar um pouco mais de cuidado ao escolher as peças que vão aparecer em cena.

No dia 29 do mês passado, na minha última publicação, eu mostrei uma compoteira Lotus Blossom que aparecia no cenário dessa novela ambientada nas décadas de 1940/1950, e que na verdade só foi produzida pela Indiana Glass Co. a partir da década de 1960.

Para minha surpresa, na última terça-feira, dia 14, no mesmo cenário da Lotus Blossom, na verdade ao lado da Lotus Blossom, apareceu um vaso Carnival Glass conhecido como Loganberry,  Framboesa Silvestre.

Eis a foto, à esquerda a compoteira Lotus Blossom, e à direita o vaso Loganberry.


Eu já conhecia esse vaso por fotos publicadas na internet e já estou de olho nele há algum tempo pois acho que o padrão dele combina muito bem com o padrão do vaso Fir Cone, produzido pela francesa Saint Gobain e que você pode ver clicando aqui.

Como eu ainda  não possuo um Loganberry para fotografar e ilustrar a publicação, entrei em contato com o especialista em Carnival Glass, David Dot, que já me ajudou em outras situações e que dessa vez me enviou as próximas fotos.

Meus sinceros agradecimento a David Dot!

Voltando para a novela Êta Mundo Bom e o vaso na cena.

O molde original do Loganberry pertence a americana Imperial Glass Company que foi uma das pioneiras na produção de Carnival Glass.

O fato é que a partir da década de 1960 a Imperial começou a reeditar alguns padrões que eram considerados clássicos.

Além disso, a Imperial passou por processos de vendas e foi encerrar suas atividades na década de 1980.

Seus moldes foram adquiridos por outras empresas e continuaram a ser usados, e talvez ainda continuem a ser usados.

E porque eu digo no título dessa publicação que esse vaso é mais um erro no cenário da novela?
Porque ele é uma reedição!

E como eu sei disso?
As fotos de David Dot vão ajudar!

Veja só, primeiro uma foto com dois Loganberry clássicos, ou seja, produzidos antes da década de 1960 e que poderiam fazer parte do cenário de Êta Mundo Bom:

Foto: David Dot

Na sequência 3 reedições do Loganberry produzidos após 1960:

Foto: David Dot

Conseguiram perceber a diferença?

Uma dica, não são as cores!
Por sinal, esses vasos foram produzidos em diversas cores, tanto nos clássicos quanto nos contemporâneos encontramos cores como marigold, fumê, verde, púrpura, etc.

Existem algumas diferenças entre os vasos, mas a mais fácil de identificar está na boca, na borda do vaso.

Vejam só.

Nos vasos clássicos, os mais antigos, a borda do vaso é no formato de "montanhas" levemente inclinadas:


Já nos contemporâneos, os mais novos, essas montanhas se transformam em "ondas", ou se preferirem "babados":


Repararam na diferença?

Agora é só voltar para a primeira foto e verificar que a borda do vaso em cena é em forma de babado, portanto um Loganberry produzido depois de 1960 e que não poderia fazer parte do cenário da novela.

Mais um mistério solucionado!!!!

Agora, vamos esperar os próximos capítulos da novela e ver o que mais aparece.
Seja certo ou errado, o bom é que tudo isso forma um excelente material que pode ser discutido e que podemos acabar aprendendo um pouco mais!

Um grande abraço para todos!

Atualizado em 21/06/2016

Estou me divertindo muito com essa novela Êta Mundo Bom!

Mas, sinceramente o que eu mais gosto, é procurar no cenário peças que eu conheço.

E aqui vamos para mais uma!
Uma manteigueira verde que apareceu sobre a mesa em uma cena no dia de ontem:


Muito bem, trata-se de uma peça produzida pela americana Northwood Glass Company a partir do início do século passado, portanto, está de acordo com a época da novela.

O padrão recebe o nome de Memphis, e no caso dessa manteigueira, não é uma peça Carnival Glass.

E nem poderia.

Não se conhece manteigueiras Memphis em Carnival Glass produzidas pela Northwood.

Mas o padrão Memphis foi usado em outras peças Carnival Glass, especialmente em uma poncheira de duas partes, base e cesto, semelhante a minha poncheira Twins, da Imperial Glass Co., que você pode ver clicando aqui.

Não fui atrás de outras fotos, mas fazendo uma busca rápida na Web vocês podem encontrar fotos mais detalhadas dessa manteigueira.


Estou ficando bom nessa brincadeira!

Bem, se pararmos para pensar que até agora apareceram peças de três diferentes empresas americanas, Indiana, Imperial e Northwood, talvez a brincadeira continue, e as próximas podem ser Dugan/Diamond ou Fenton ou Millersburg.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!